Lauro Trevisan Crônica Diário para fim de semana 12/13 agosto 2023
A POLÊMICA DINHEIRO VERSUS FELICIDADE
Há poucos dias, voltou à tona a sempre polêmica questão se o dinheiro traz felicidade. Os pesquisadores Daniel Kalneman e Matttheus Killingswort, (citados em ZH,8/8/23)), chegaram à conclusão, num estudo conjunto, de que “o dinheiro traz, sim, felicidade”. Argumentam: “As pessoas tendem a ser mais felizes quando se sentem bem remuneradas, tornando-se mais confiantes e felizes”. Esse estudo Liga felicidade com estabilidade financeira. E concluem Daniel e Mattheus que 57 % dos divórcios no Brasil ocorrem devido a dificuldades financeiras.
Pois bem, este é um assunto ao qual muito tenho me dedicado, publicado livros, por isso gosto de abordá-lo. É evidente que todos adoram ser bem remunerados, ter estabilidade econômica e levar adiante um projeto de casamento sem dificuldades financeiras. Quem não deseja? Mas isso seria definição de felicidade? É apenas uma visão deste mundo totalmente materializado, onde o parâmetro da felicidade situa-se no dinheiro, no sucesso e no poder. Felicidade é outra coisa. As pessoas podem ter todas essas benesses e serem terrivelmente infelizes, estressadas e tão deprimidas a ponto de desejarem morrer. Todos concordamos que o mundo material é vital, necessário, importante, útil e prazeroso, mas não é paradigma da felicidade. Se assim fosse, nenhum monge do deserto seria feliz, nenhum pobre seria feliz, nenhum operário de salário mínimo seria feliz. Que mundo triste seria este planeta e que Deus mais desenxabido estaria no comando.
O que determina a vida de uma pessoa é a mente. Nós somos o que pensamos, sentimos, cremos e imaginamos. Não somos a casa, o dinheiro, o terreno, porque esses poderão estar num lugar e nós em outro. Somos o que somos e não apenas o que temos. Então, ser feliz é sentir-se bem consigo mesmo, com a humanidade, com o universo e com Deus. Atente, sentir-se bem é estado mental. A matéria está lá fora. Outro detalhe: a sua mente é a sua vida, portanto sem a mente, você é apenas um cadáver. Será que quando se apresentar lá em cima e lhe perguntarem se é feliz, você olhará para baixo e dirá: “Não, não sou feliz, deixei minha felicidade na casa n.230 e na minha conta bancária”. Sua felicidade ou infelicidade irá com você onde quer que você vá.
Outro detalhe: A felicidade faz parte da essência humana, ela já está no nosso DNA. Somos originários da Suprema Felicidade, nascemos felizes para sermos felizes. Por isso, você cresce e vive sonhando ser feliz.
Para concluir, volto ao tema se dinheiro traz felicidade. Em 2004, Paul Frijters, da Universidade Nacional Australiana e Ada Ferrer-I-Carbonel, da Universidade de Amsterdam, publicaram pesquisa que mescla economia e psicologia, tendo como ponto fulcral a famosa dúvida universal: Se dinheiro traz felicidade. Resultado: “O dinheiro não traz felicidade, mas a felicidade traz dinheiro”. Então, seja feliz sempre. E com dinheiro se quiser.